De há muitos anos a esta parte que mantenho, com regularidade, um grupo de amigos, não muito grande, que almoça à quinta-feira.
Nada de especial nisto, pois tantos outros há por este país.
Hoje, numa das muitas conversas naturais à mesa, um dos convivas, dizia-nos, com ar preocupado, não pelo acontecido se registar nesta altura do ano, até porque o relator não professa o cristianismo, apesar de se afirmar deísta, que uma senhora lhe tinha ido pagar metade de uma renda de Setembro, dizendo-lhe que era o único dinheiro que tinha.
Não sendo cristão, o meu amigo não deixou de dizer: “e para o seu Natal?”
E obteve como resposta: - “Sem Natal passo. Sem casa é que não”.
Felizmente temos gente com esta postura.
E governantes com esta estrutura? Temos?